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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cúpula das Américas termina com fracasso por impasse sobre Cuba

A forte oposição de países da América Latina contra as sanções impostas a Cuba pelos Estados Unidos deixou o presidente norte-americano Barack Obama isolado na Cúpula das Américas. O encontro terminou neste domingo sem produzir uma declaração final e com presidentes retornando aos seus países antecipadamente.
"Não houve declaração porque não houve consenso", afirmou anfitrião da Cúpula, o presidente colombiano Juan Manuel Santos. Ele buscou minimizar críticas de que a reunião foi um fracasso, dizendo que as diferentes visões são um sinal de saúde democrática da região.

6ª Cúpula das Américas

Foto 33 de 40 - Estudantes e trabalhadores usam máscaras para protestar e pedir o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba. Segundo Juan Manoel Santos, presidente da Colômbia, será "inaceitável" realizar outro encontro sem a presença de Cuba, país que sofre embargo econômico dos Estados Unidos Mais Ricardo Moraes/Reuters
A presidente Dilma Rousseff decidiu antecipar o regresso para Brasília e, em comum acordo com o presidente colombiano, cancelou a reunião bilateral que ambos teriam após a cúpula. Oficialmente o Palácio do Planalto informou que o retorno antecipado deveu-se a uma decisão da presidente de chegar mais cedo em Brasília e evitar cansaço extra.
Apesar da tentativa de minimizar o fracasso, o final do encontro de dois dias mostrou que o ambiente da Cúpula de Cartagena contrastou com o evento de 2009, em Trinidad e Tobago, quando Obama, lobo após ter sido eleito, foi recebido como uma estrela de rock.
Dessa vez, o presidente norte-americano foi alvo de diversas insatisfações e saias justas. O principal problema da delegação dos EUA foi quando 16 integrantes da segurança pessoal de Obama foram pegos em um embaraçoso escândalo de prostituição.
A saga da prostituição foi um duro golpe para o prestígio dos guarda-costas do serviço secreto norte-americano e acabou se tornando o inesperado assunto do evento, realizado na cidade histórica de Cartagena. "Pessoas responsáveis por fazer a segurança do presidente mais importante do mundo não podem cometer o erro de se envolver com uma prostituta", afirmou o guia turístico de Cartagena, Rodolfo Galvis, 60.
Onze agentes foram enviados de volta aos EUA e cinco militares foram afastados de suas funções depois de tentarem levar pelo menos uma prostituta para o hotel onde estavam hospedados, um dia antes da chegada de Obama.
Um policial local disse à Reuters que o caso atingiu o ápice quando funcionários do hotel tentaram registrar a prostituta na recepção, mas agentes recusaram e mostraram seus documentos de identidade.

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